A alma encontrando o corpo (negro) da docente.

Tenho pensado muito sobre a minha construção diária como uma mulher negra educadora de uma maioria de crianças negras, visto que sou professora de ensino fundamental em uma escola pública de uma área de periferia.

São muitas experiências que me atravessam por conta desse lugar que ocupo. Minha psicóloga dizia que eu tinha deixado na escola (por conta da minha trajetória escolar) uma Bruna, cheia de inseguranças e muitas dores provocadas pelo racismo sofrido e nas sessões ficava cada vez mais claro que todas as vezes em que me formei professora, existia uma tentativa de ir lá resgatá-la. Então, acabo me reconhecendo em muitas das minhas crianças e em alguns momentos quando piso na sala de aula, tenho os mesmos medos de rejeição, do estranhamento e incômodo que meu corpo pode causar, me transporto novamente para aquele lugar da aluna indefesa.

Ao longo desse ano, fui tentando no dia a dia inserir na minha prática, maneiras de tornar a escola um lugar mais confortável para minhas crianças negras. O racismo estrutural não exclui sempre de maneira visível, pequenos atos vão tornando aquele espaço cada vez menos pertencentes aqueles muitos corpos negros que vivem naquele espaço. Então uso também dos pequenos atos para ir aos poucos criando um espaço um pouco mais seguro para essas crianças. Afeto, valorizar a presença, elogiar as potencialidades, elogiar a aparência, tudo isso é necessário na construção dessa prática onde essas crianças negras, que são a maioria, se enxerguem como sujeitos que importam. Eu percebo isso nas pequenas situações, como nos momentos em que elas pedem para eu desbloquear meu celular para ficarem olhando a foto da tela inicial que são 5 garotinhas negras de cabelo afro ou como no dia em que disse para uma aluna negra que ela era muito linda e ela respondeu: “eu puxei a senhora, tia.”, tamanha a sensação de identificação. A preocupação em ter uma prática pedagógica antirracista para além dos conteúdos também interfere no rendimento escolar desses alunos, em outro momento trago pesquisas que falam sobre isso.

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E em conjunto também me construo, desconstruo e reconstruo minhas formas de ser uma mulher e educadora negra. Costumo deixar que as meninas toquem meu cabelo. Na infância, eu era quem penteava o cabelo das colegas brancas. O meu só era encostado no momento da chacota, nunca no momento do cuidado. As minhas alunas (as que são mais próximas a mim) sempre fazem o cafuné no meu cabelo crespo do jeito certo, nunca precisei ensiná-las que não se passa os dedos da raiz pra ponta. Elas fazem com cuidado e ainda alertam: cuidado pra não desfazer os cachos da tia!. Elas sabem que textura do topo da cabeça é diferente da nuca e chamam as molinhas de “bebês”. Mas hoje, algo atípico aconteceu. Eu senti uma mãozinha no meu cabelo e não olhei quem era.

Achei que se tratava das meninas que costumam mexer sempre. Mas não era. Pensei em pedir para tirar. Porque se trata de uma aluna, a única que fala coisas como: “tia, seu cabelo atrapalha quando eu tô tentando copiar, porque você não corta?”. Mas pensei que poderia ser interessante e parte da desconstrução deixar que ela tivesse contato com o meu cabelo, que para ela, representa o diferente. Afinal, se trata de uma criança que tem o cabelo liso.

Mas ao final do que deveria ter sido um ato afetuoso, uma aluna disse: tia, ela levantou o seu cabelo!

Na hora um misto de raiva e tristeza tomou conta de mim. Eu fiquei novamente com 5 anos. Me senti pequena, invadida. Ainda mais porque meu cabelo estava mais arrumado que o normal porque no turno da tarde, eu teria uma reunião de responsáveis para dar.

Mas diferente do que ocorria quando eu tinha 5 anos, não houveram risadas, houveram olhares de reprovação e muito cuidado com os olhares das outras sendo meu espelho, afirmando que eu tinha arrumado a bagunça que ela tinha feito.

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Sei que o lugar que ocupo como professora, facilita o apoio nesse tipo de situação. Mas também sei que falar com eles esporadicamente sobre Carolina de Jesus, exibir clipes da MC Sofia, Dream Team do Passinho, levar as artes da Yná Santos para eles pintarem e contar que a artista é uma mulher negra, que homenageia mulheres negras fazendo lindos retratos delas, vem contribuindo pouco a pouco para construirmos juntos esse novo lugar. Onde cada criança tenha a chance de se sentir contemplada pela educação que está recebendo. Pouco a pouco, a alma da criança rejeitada vai encontrando o corpo da docente e se fortalecendo em comunidade.

Afrodengos,

Bruna de Paula.

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Deu certo enquanto durou.

Acho importante antes de iniciar deixar dito que as reflexões desse texto não valem para relações abusivas (sejam elas quais forem: amizade, amorosa, familiar…) . São para relações que terminaram por conta de incompatibilidades ou quaisquer outras questões que não envolvem violência psicológica ou física. 

“E foram felizes para sempre…”. Desde criança nós somos levados a crer que a felicidade está nas coisas eternas ou que para dizer que algo “deu certo”, essa coisa tem que ser “para sempre”. Sai naturalmente da nossa boca ao falarmos de um término de relacionamento “ah, não deu certo”, mesmo que esse relacionamento tenha durado 20 felizes anos.

Eu tenho dificuldade de lidar com rompimentos. Mas esse ano eu tive que encará-los aos montes, não tem sido uma experiência fácil. Mas tenho aprendido algumas lições. Uma delas é que não precisamos anular tudo de bom que foi vivido para poder seguir em frente. Isso não acrescenta nada de bom em nossas vidas.

Reconhecer que tivemos bons momentos ao lado das pessoas que hoje não estão em nossa vida, é um importante passo na hora de avaliar as causas do afastamento. Se o que nos unia não está mais presente em nossas vidas e consideramos que não há possibilidade de seguir junto ou de encontrar uma solução, o melhor é cada um seguir o seu caminho enquanto há o respeito. Não precisamos necessariamente esperar começar a odiar alguém para optar pelo afastamento, isso sim mina com as boas memórias que você poderia guardar da fase em que aquela pessoa esteve presente em sua vida.

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Eu gostaria de acreditar que grande parte das pessoas que estão hoje na minha vida, estarão no meu aniversário de 100 anos(eu gostaria de acreditar que vou viver isso tudo haha), mas eu não posso contar que o dinamismo da vida não irá nos levar para longe uns dos outros. Então o que se pode fazer é focar em construir boas memórias e fortalecer os laços que temos hoje. Hoje quero poder confiar que esses abraços estarão abertos para mim. E se um dia acontecer de não estarmos mais juntos, quero lembrar com carinho das vezes que fui acolhida, amada, dos sorrisos, copos, comidas que compartilhamos, da nossa atmosfera de afeto.

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Quem sabe depois de 15 anos dessas treta, a gente se reúne e sai em turnê, hein migues? Brincs

Não vou dizer que não dói romper ou se afastar de quem a gente ama, não é fácil mesmo, principalmente quando lembramos dos bons momentos e pensamos: “poxa, eu queria ter mais disso na minha vida”. Mas o importante é se apegar no tempo que valeu a pena.  Nem sempre o amor será o suficiente para manter uma relação. Não ache que suas relações não deram certo porque elas acabaram, elas deram certo o quanto tinha para dar. Se depois não trouxe mais felicidade e satisfação, não há crime algum em optar por não estar mais ali. É melhor que manter algo só pela vontade de estar junto do que pelo prazer de se estar.

Esse ano rompi comigo mesma. Com partes da minha personalidade que não me encontro mais. De tantos outros rompimentos, esse tem sido o mais difícil de lidar. Porque não posso me afastar de mim. Então só me resta tentar conhecer esse novo “eu” que vem se formando e transformando diariamente.

Como eu disse, eu ainda não lido bem com rompimentos. Eu sei que vou sofrer cada vez que eu ver uma pessoa saindo da minha vida, mas o importante aqui é construir a capacidade de compreender que cada pessoa que passa nos rende experiências únicas e se elas forem positivas, não precisam ser desconsideradas ou esquecidas.

 

Afrodengos,

Bruna de Paula

Consciência negra e educação escolar.

E novembro chegou. Com ele, as ações comemorativas escolares pelo 20 de novembro, data em que se comemora o dia da Consciência Negra. No ano passado fiz um post no meu perfil pessoal no Facebook falando sobre o que não fazer durante esse mês na intenção de trabalhar a cultura afro brasileira em sala de aula. Talvez alguns fragmentos desse texto postado lá, apareça aqui. O debate ainda se faz necessário.

Antes de tudo, é preciso que se compreenda: Nós não somos uma temática, conteúdo de uma aula. Não passamos a existir a partir de uma lei. Nós somos seres humanos e nos reconhecer e valorizar, faz parte da compreensão da nossa humanidade. Então até que verdadeiramente sejamos entendidos como humanos, a consciência será negra.

O contexto da sala de aula, é marcado pela diversidade seja ela de gênero, sexualidade, raça, classe ou religião. No entanto os currículos nem sempre contemplam essa diversidade. Para pensar consciência negra na escola, precisamos pensar que a luta por uma educação antirracista é cotidiana e não um mês de comemorações. Toda a prática escolar precisa ser repensada. O racismo institucional afasta negras e negros da escola todos os dias e os impactos sociais são grandes. Então é de extrema importância uma educação escolar que esteja de fato comprometida com a luta contra o racismo.

Educar para e com igualdade racial se trata de mudança de atitudes. Caso seja professora ou professor, pense no mural da sua escola, caso não seja, tente se lembrar dos murais das salas de aula que você estudou. Quando haviam crianças representadas, qual era a cor delas? Nos livros didáticos, apareciam pessoas negras para além do período da escravidão? Elas tinham representação positiva?

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Pode parecer bobagem, mas só o desfile da beleza negra em novembro, não dá conta de todo um ano letivo de apagamento ou de apenas ser visto como referência negativa. Todas essas pequenas violências interferem e contribuem para que o espaço de educação formal seja visto como um lugar de não pertencimento para pessoa negra.

As questões são mais profundas, não é possível abordar tudo nesse post e voltarei a falar sobre isso em outros momentos no blog, em outros meses também. Mas acho importante deixar algumas dicas mais imediatas:

 

  • Black Face é racismo. Não pinte as crianças de preto como atividade de consciência negra. Conscientizar é durante todo ano letivo, não vai ser usando tinta preta para as crianças “vivenciarem a experiência de ser negro” (como uma escola justificou) que você irá contribuir para luta antirracista. Muito pelo contrário. Sugiro que meus amigos educadores e pessoas que estão lendo esse post e não entende o porque, procurar fontes sobre o que é black face. Deixarei um link no final do texto.
  • NÃO USE EM HIPÓSTESE ALGUMA esponja de aço para representar cabelos crespos. Isso reforça o esteriótipo de que cabelo crespo é “cabelo bombril”.
  • É importante chamar pessoas do movimento negro para fazer alguma atividade, no entanto, é importante também que sua sala de aula se torne um reflexo positivo dos ensinamentos passados por essa pessoa. Dar importância a uma denúncia de racismo e questionar atos racistas são ações que contribuem para construção de uma educação menos desigual.
  • Sugerir que cabelo crespo não pode ser usado na escola porque é falta de higiene ou por qualquer outro motivo, também é uma face do racismo. A não ser que as crianças que tenham cabelos lisos também sejam obrigadas a raspar, manter cortado ou preso.
  • Somos negros o ano inteiro e não só em novembro. Sua aluna e seu aluno negro precisa estar inserido de maneira afirmativa no seu currículo durante todo o ano.

Alguns links pra ajudar no corre:

Aqui estão links de subsídios do MEC e da SECAD com diretrizes para construção de uma educação antirracista:

Plano Nacional da Implementação da lei 10639: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=10098-diretrizes-curriculares&category_slug=fevereiro-2012-pdf&Itemid=30192

Parecer do CNE/CP 003 2004: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/003.pdf

Orientações para a educação das relações étnico raciais: https://direitoaeducacao.files.wordpress.com/2010/02/orientacoes_etnicoraciais1.pdf

Esses materiais são muito ricos, tem diretrizes direcionadas para cada etapa da Educação Básica. Vocês irão ganhar muito acessando esses links.

Um pouco sobre Black Face: http://www.geledes.org.br/nega-maluca-black-face-e-racismo/#gs.ScN3des

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Afrodengos!

Bruna de Paula

A vida não espera

Antes de introduzir o assunto, esse texto não é sobre você ignorar planejamentos, deixar de se organizar para alcançar objetivos, nem nada disso.

É relato de experiência. Acho que se aplica a muitas situações. Porque percebi que não foi a primeira vez que vivenciei isso.
Eu nunca parei para assistir o filme “Click”. Tenho nervoso do Adam Sandler. Vi alguns pedaços e pelo que peguei, o cara tinha um controle mágico em que ele pausava momentos desagradáveis da vida dele, avançava para os que interessava e com isso foi perdendo a chance de viver a própria vida.
No final de 2012, eu tinha me encontrado. Desde a época do teatro eu não me sentia tão alguém. Quando eu estava no palco, eu me sentia forte, poderosa. Era como se o mundo parasse e só existisse eu e os refletores. No fim de 2012 quando comecei a escrever sobre o meu universo enquanto mulher negra, eu parecia ter redescoberto meu lugar. Eu fazia oficinas nas escolas com crianças. Era convidada pra dialogar com mulheres em eventos, em praças e tudo isso dava um sentido para minha vida. Eu reclamava, me sentia sobrecarregada às vezes, estava longe de tudo ser flores. Mas eu sentia minha vida caminhando e existir pra mim, era aquilo.
No final de 2014 tive uma grande conquista, passei no processo seletivo para fazer um mestrado, eu nunca sequer tinha sonhado com a possibilidade até o dia que minha orientadora da graduação disse que eu deveria tentar. 2015 iniciei o curso, estava muito motivada e feliz. Até que tropecei numa pedra, aliás, uma rocha gigantesca. Muitas coisas e pessoas eram fragmentos dessa rocha, o sentimento de não pertencimento, a falta de incentivo de uma pessoa importante na vida acadêmica e eu fui murchando. A ansiedade tomou conta de mim, eu estava certa de que eu não daria conta. Então para dar conta, eu fui aos poucos abandonando as atividades que me completavam. Não simplesmente por que estava totalmente dedicada ao curso, mas também como uma maneira de me punir por não estar sendo “boa o suficiente”, também passei grande parte do processo juntando a pouca energia que tinha para levantar da cama. Não demorou muito e a pessoa motivada, com sede de transformação foi se tornando uma espécie de sombra, um fantasma de alguém que eu conheci, mas que não era mais eu. Isso não foi algo pensado, quando dei por mim, tinha acontecido. Mas eu dizia pra mim mesma, que depois da defesa da dissertação, eu voltaria para as atividades que me faziam feliz.
Eis que em março de 2017 aconteceu, a defesa ocorreu, foi muito bonita por sinal.

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E semanas após o tempo que tirei para descansar, tentei voltar para o mundo que eu tinha deixado. Mas ele não estava congelado no tempo como eu imaginei. As coisas continuaram acontecendo sem mim. Eu perdi oportunidades, contatos e também não sabia mais quem eu era naquele mundo. Eu simplesmente não conseguia voltar para as minhas atividades, parecia que eram coisas que eu tinha vivido em outra vida.
A vida não me esperou terminar o mestrado para que eu pudesse retomar meus outros projetos de onde eu tinha parado. Ela não esperou, porque ela simplesmente não espera. E para além disso, existia esse “eu” tão complexo, que ainda está meio paralisado tentando entender o que quer. Porque nesse tempo, eu parei de me alimentar de mim mesma, eu estive tão ausente de mim que mal me reconheço. Eu, que tanto me gostei e me compreendi, agora sigo tentando reestabelecer uma conexão comigo e isso dói em mim todo dia.
Claro que não adianta ficar me lamentando pelo que deixei passar, a vida tá aí me dando tempo para construir novas coisas. Mas recomeçar consiste em também em saber o que quer, para pelo menos dar o primeiro passo. No caminho vamos reconstruindo constantemente esse “eu” e isso vai nos guiar nessa trajetória que a gente não tem como planejar tão bem porque não sabe onde, nem como termina.
Não tem como deixar em stand by. Só vai vivendo. Tudo junto. Ao mesmo tempo. No caminho até o seu objetivo, pare para observar a paisagem na estrada. Curta o caminho, não só a chegada.

Você vai encontrar o equilíbrio.

 

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Lista de Psicólogos (Atendimento gratuito ou baixo custo)

Olá, galera que acompanha o Afrotag. Nos últimos posts falei um pouco sobre autocuidado, cuidado com o outro e bem estar. Sabemos que não é fácil cuidarmos de nós mesmos com a vida corrida que levamos. Mas o auto conhecimento é muito importante para que algum dia você experimente a sensação de estar em paz com quem você é. Estamos no setembro amarelo, durante esse mês é feita a conscientização sobre a prevenção contra o suicídio. Eu não sei o que você aí do outro lado está passando, mas saiba que você não está sozinho e que embora pareça que sua situação não tem mais solução, eu já estive nesse lugar e te digo: sempre tem. Mas buscar ajuda psicológica é muito importante para atravessar esse momento.

Colaborativamente com amigos do Facebook montei essa lista com lugares que tem atendimento psicológico gratuito ou por um preço menor. Precisamos de mais indicações de serviços disponíveis em outros estados. Peço que se você souber de algum lugar que ofereça o serviço gratuitamente ou a preços populares, por favor, coloque nos comentários para que eu possa editar a postagem.

RJ-

Psicóloga Fabiene Barros – Contatos pela página do facebook: https://www.facebook.com/fabienebarrospsicologa/

O CAAESM – Centro de Avaliação, Atendimento e Educação em Saúde Mental oferece atendimento social nos seguintes locais

Ipanema: Rua visconde de pirajá 142

Tijuca (Praça Saens Pena): Rua desembargador izidro 18

Barra da Tijuca: Avenida das Américas 3434, Centro Empresarial Mario Henrique Simonsen

Inscrições pelo link: http://caaesm.com.br/site/clinica-social/

Clínica Popular Laços: Tijuca

 

Clínica universitária Padre Benkö (Puc RJ) – (21) 3527-1573/ 3527-1574 / 3527-1575

Espaço Terapêutico Psicopretas – (21) 2283-4492

Carina Tomaz
Psicóloga e Sexóloga
Centro do RJ e Niterói
99554-5468
psicarinatomaz@yahoo.com.br
Amplo atendimento às pessoas LGBT, inclusive casal, criança e adolescente.
O valor da sessão é combinado de acordo com as condições do paciente.

Frente de Saúde Popular MTST – Faz atendimento com gestantes das regiões de periferia de Niterói. Para maiores informações, enviar uma mensagem para o Facebook: https://www.facebook.com/Frente-de-Sa%C3%BAde-Popular-do-MTST-1304919232870922/

SEFLU – tel 21 27920352. Para a triagem é necessário comparecer ao local com uma taxa de 20 reais. Sendo selecionado, as sessões custarão este mesmo valor.

Sociedade de Psicanálise Iracy Doyle

Oferece atendimento para crianças, adultos, casais e famílias dos variados estratos sociais e econômicos, realizados nos consultórios dos psicanalistas da instituição, localizados em diversos bairros do Rio de Janeiro. Os interessados devem contatar a secretaria da SPID para marcar uma entrevista através dos telefones, 2522 0032 e 2267 8194, ou dirigirem-se à Rua Visconde de Pirajá, 156, salas 307/310, Ipanema, Rio de Janeiro, entre 09h e 21h.
Site: http://www.spid.com.br/c_clinica_atendimento.asp

 

Clínica Social de Psicanálise do Instituto de Estudos da Complexidade (IEC)

Oferece atendimento psicológico sem preço mínimo ou prazo limitado para indivíduos que não tenham condições financeiras de recorrer a este tipo de tratamento.
Rua Miguel Lemos 44/204
Copacabana
Tel: (21) 2543-6064
Site: http://www.iecomplex.com.br/clinica-social-de-psicanalise/

 

Serviço de Psicologia Aplicada da Universidade Estácio de Sá- Campus Norteshopping
Oferece pronto atendimento gratuito através do Serviço de Plantão Psicológico para crianças, adultos e trabalhos em grupos.
Av. Dom Helder Câmara, 5080 – Norte Shopping
Tel (21) 2583 7116

Serviço de Psicologia Aplicada (SPA) da Universidade Estácio de Sá- Campus Barra II
Atendimento gratuito para crianças, adolescentes e adultos. Endereço: Avenida Prefeito Dulcídio Cardoso, 2.900. Barra da Tijuca
Tel: 979893523

Serviço de Psicologia Aplicada (SPA) da Universidade Estácio de Sá – Campus João Uchoa
Atendimento gratuito para crianças, adolescentes e adultos.
Rua do Bispo, 83 – Rio Comprido Tel: 4003-6767

Serviço de Psicologia Aplicada (SPA) da Universidade Estácio de Sá- Campus Taquara
Atendimento gratuito para crianças, adolescentes e adultos.
Rua André Rocha, 838 – Taquara
Tel: 4003-6767

Serviço de Psicologia Aplicada (SPA) da Universidade Estácio de Sá- Campus Santa Cruz
Atendimento gratuito para crianças, adolescentes e adultos.
Rua Felipe Cardoso, 1.660 – Santa Cruz
Tel: 4003-6767

Serviço de Psicologia Aplicada (SPA) IBMR – Instituto Brasileiro de Medicina e Reabilitação
Atendimento gratuito para crianças, adolescentes e adultos.
Local: Praia de Botafogo 158 – Botafogo
CEP 22250-040 – Rio de Janeiro
Tels.: (21) 2552-8096 / Fax: (21) 2552-5295
E-mail: ibmr@ibmr.br

Serviço de Psicologia Aplicada (SPA) IBMR – Instituto Brasileiro de Medicina e Reabilitação – Barra da Tijuca
Atendimento gratuito para crianças, adolescentes e adultos.
Av. das Américas, 2603
22631-002 – Rio de Janeiro/R
Tel: 4020-6401

 

Serviço de Psicologia Aplicada (SPA) IBMR – Instituto Brasileiro de Medicina e Reabilitação – Catete
Atendimento gratuito para crianças, adolescentes e adultos.
Rua Corrêa Dutra, 126
22210-05 – Rio de Janeiro/RJ
Tel: 4020-6401

 

 

Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) – Atendimento gratuito do SUS

Os CAPS são unidades especializadas em saúde mental para tratamento e reinserção social de pessoas com transtorno mental grave e persistente. Os centros oferecem um atendimento interdisciplinar, composto por uma equipe multiprofissional que reúne médicos, assistentes sociais, psicólogos, psiquiatras, entre outros especialistas.

Site: http://www.rio.rj.gov.br/web/sms/caps

CAPS II – atendimento diário de adultos

CAPS II Ernesto Nazareth
Área de atendimento: Ilha do Governador (AP 3.1)
Av. Paranapuã, 435 – Freguesia, Ilha do Governador
Tel.: 3367-5145

CAPS II Fernando Diniz
Área de atendimento: Olaria, Ramos, Bonsucesso (AP 3.1)
Rua Filomena Nunes, 229 – Olaria
Tel.: 2590-3892 / 3867-1319

CAPS II Clarice Lispector
Área de atendimento: Méier e adjacências (AP 3. 2)
Rua Dois de Fevereiro, 785A – Encantado
Tel.: 3111-7490 / 3111-7411

CAPS II Torquato Neto
Área de atendimento: Grande Méier (AP 3. 2)
Rua Honório, 461 – Todos os Santos
Tel.: 3111-4168 / 3111-4169

CAPS II Rubens Corrêa
Área de atendimento: Irajá, Madureira, Vila da Penha e adjacências (AP 3.3)
Rua Capitão Aliatar Martins, 231 – Irajá
Tel.: 3833-3340 / 3833-3341

CAPS II Lima Barreo
Área de atendimento: Bangu e Padre Miguel (AP 5.1)
Av. Ribeiro Dantas, 571 – Bangu
Tel.: 3462-5449

CAPS II CPedro Pellegrino
Área de atendimento: Campo Grande, Santíssimo e Guaratiba (AP 5.2)
Praça Major Vieira de Mello, 13 (fundos) – Comari, Campo Grande
Tel.: 2419-0669 / 3394-2583

CAPS II Profeta Gentileza
Área de atendimento: Inhoaíba e parte de Campo Grande (AP 5.2)
Estrada de Inhoaíba, 849 – Inhoaíba
Tel.: 3155-7057

CAPS II Simão Bacamarte
Área de atendimento: Santa Cruz, Paciência e Sepetiba (AP 5.3)
Av. Senador Camará, 224 – Santa Cruz
Tel.: 3365-8775 / 3395-0898

CAPS II Neusa Santos Souza
Área de atendimento: Sulacap, Senador Camará, Deodoro e Magalhães Bastos
(AP 5.1)
Rua Baalbeck, 75 – Senador Camará
Tel.: 3523-8640

CAPS II Carlos Augusto da Silva (Magal)
Área de atendimento: Manguinhos, Maré, Benfica e Tuiuti (AP 3.1)
Avenida Dom Hélder Câmara, 1.390, fundos – Manguinhos

CAPS II Manoel de Barros
Área de atendimento: Barra, Recreio, Vargem Grande, Vargem Pequena, Curicica
e Camorim (AP 4.0)
Avenida Sampaio Correia, s/nº – Taquara
Tel.: 3412-8219

CAPS III – atendimento 24 horas (diurno, noturno e nos finais de semana)

CAPS III Maria do Socorro Santos
Área de atendimento: Rocinha, Vidigal, São Conrado, Gávea, Ipanema, Lagoa e Jardim Botânico (AP 2.1)
Estrada da Gávea, 520 – Rocinha.
Tel.: 3322 6148, 3322 6368.

CAPS III João Ferreira Filho
Área de atendimento: Complexo do Alemão (AP 3.1)
Estrada do Itararé, 951 – Ramos
Tel.: 9-8464-0394

CAPS III Arthur Bispo do Rosário
Área de atendimento: Jacarepaguá (AP 4.0)
Estrada Rodrigues Caldas, 3900 – Taquara, Jacarepaguá
Tel.: 2456-7537 / 341-5608 / 3412-5619

CAPS III Dircinha e Linda Batista
Área de atendimento: Guadalupe, Anchieta, Osvaldo Cruz e adjacências (AP 3.3)
Rua Jornalista Hermano Requião, 447
Tel.: 2475-4917, 3017-6182, 2458-4939

CAPS III Franco Basaglia
Área de atendimento: Glória, Catete, Laranjeiras, Cosme Velho, Botafogo, Urca, Humaitá, Copacabana e Leme (AP 2.1)
Avenida Venceslau Brás, 65, fundos – Botafogo
Tel.: 2542-6761

CAPSi II – atendimento diário de crianças e adolescentes

CAPSi II Maurício de Sousa
Área de atendimento: Centro e parte da Zona Sul (APs 1.0 e 2.1-parte)
Av. Venceslau Brás, 65 fds – Botafogo.
Tel.: 3873-2416

CAPSi II Visconde de Sabugosa
Área de atendimento: Ilha do Governador, Penha e adjacências (AP 3.1)
Av. Guanabara s/n. – Praia de Ramos – Ramos.
Tel.: 3884-9635

CAPSi II Maria Clara Machado
Área de atendimento: Méier e adjacências (AP 3. 2)
Rua Gomes Serpa, 49 – Piedade.
Tel.: 3111-7509

CAPSi II Heitor Villa Lobos
Área de atendimento: Madureira e adjacências (AP 3.3)
Rua Padre Manso s/n – Madureira.
Tel.: 3018-3006

CAPSi II Eliza Santa Roza
Área de atendimento: Barra e Jacarepaguá (AP 4.0)
Rua Sampaio Corrêa, 105, Taquara – Jacarepaguá
Tel.: 3412-5601 / 3412-5605

CAPSi II Pequeno Hans
Área de atendimento: Bangu, Realengo e adjacências (AP 5.1)
Rua Carlos Pontes, s/n – Jardim Sulacap
Tel.: 3355-3887 / 3355-7907

CAPSi II João de Barro
Área de atendimento: Campo Grande e Santa Cruz (AP 5.2 e 5.3)
Estrada do Campinho, s/n – Santa Margarida, Campo Grande
Tel.: 3394-2668

CAPSad II – atendimento diário a usuários de álcool e outras drogas

CAPSad II Mané Garrincha
Área de atendimento: Tijuca e adjacências (AP 2.2)
AV. Professor Manoel de Abreu, 196 – Maracanã
Tel.: 2284-6339 / 2284-6860

CAPSad II Júlio César de Carvalho
Área de atendimento: Campo Grande e Santa Cruz (AP 5.2 e 5.3)
Rua Severino das Chagas, 196 – Santa Cruz
Tel.: 3354-9035 (Ouvidoria da CAP 5.3)

CAPSad III – atendimento 24 horas (diurno, noturno e nos finais de semana)

CAPSad III Antônio Carlos Mussum / UAA Cacildis
Área de atendimento: Barra e Jacarepaguá (AP 4.0)
Rua Sampaio Corrêa, s/nº – Taquara, Jacarepaguá
Tel.: 3523-8546

CAPSad III Miriam Makeba
Área de atendimento: Bonsucesso, Ramos e Maré (AP 3.1)
Rua João Torquato, 248 – Bonsucesso
Tel.: 3889-8441

CAPSad III Raul Seixas / UAA Metamorfose Ambulante
Área de atendimento: Méier e adjacências (AP 3. 2)
Rua Dois de Fevereiro, 785 – Encantado
Tel.: 3111-7512 / 3111-7507

CAPSad III Paulo Portela
Área de atendimento: Madureira e adjacências (AP 3. 3)
Rua Pirapora, 69, Madureira
Tel.: 2452-2130

CAPS das redes estadual e federal

CAPS II UERJ (estadual) / Policlínica Piquet Carneiro
Área de atendimento: Tijuca e adjacências (AP 2.2)
Av. Marechal Rondon, 381 – São Francisco Xavier
Tel.: 2334-2371 / 2334-2372

CAPSi II Carim (federal)
Área de atendimento: parte da Zona Sul e Tijuca (AP 2.1-parte e 2.2)
Av. Venceslau Brás, 71 fds – Botafogo
Tel.: 3873-5540 / 3873-5530

CAPSad II Centro-Rio (estadual)
Área de atendimento: parte da Zona Sul (AP 2.1)
Rua Dona Mariana, 151 – Botafogo.
Tel.: 2299-5921 / 2299-5922

 

 

 

 

(Segue abaixo lista disponibilizada por Amanda Salomone em seu perfil no Facebook)

💙INSTITUTO DE PSIQUIATRIA – IPUB/UFRJ
Av. Venceslau Brás, 71 Fundos – Botafogo/RJ
Telefone: 3873-5536
Comparecer ao setor de Triagem, no ambulatório, de segunda a sexta, entre 5:30h e 6h e pegar a senha para o primeiro atendimento, que será realizado por um médico psiquiatra e um psicólogo. O serviço é gratuito.

💙SERVIÇO DE PSICOLOGIA APLICADA – UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA
Rua Ibituruna, 108 Vila Universitária – Casa 04/Tijuca – Telefone: 2574 – 8898
Av. Ayrton Senna, 2001 Bloco 3 Sala 43 – Barra da Tijuca – Telefone: 3326-1350
Para atendimento tanto no campus Tijuca quanto no campus Barra, o interessado deverá se dirigir ao endereço acima, preencher a ficha e aguardar a fila de espera (em torno de 02 meses). O atendimento é realizado por estudantes de Psicologia da Veiga de Almeida, cursando os últimos períodos. O valor máximo da sessão é de R$25,00.

💙UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO (UFRJ)
Quem oferece a assistência: Estudantes da faculdade supervisionados por psicólogos.
Quais os critérios de seleção: Nenhum.
Exemplos de tratamento: Psicoterapia (individual e em grupo), orientação vocacional, psicopedagogia, psicodiagnóstico.
Que documentos levar: RG; se for criança, precisa de RG da criança e do responsável.
Horário de atendimento: De 2ª a 5ª feira, das 8h às 20h/6ª feira, das 8h às 19h.
Endereço: Av. Pasteur, 250 – Botafogo – Rio de Janeiro – RJ.
Contato: (21) 2295-8113.

💙SOCIEDADE BRASILEIRA DE PSICANÁLISE DO RIO DE JANEIRO
Psicanalistas atendem de crianças a adultos em seus consultórios e cobram de acordo com a renda familiar.
Não há lista de espera; a inscrição é paga.
Mais informações: (21) 2537-1333; http://sbprj.org.br

💙CÍRCULO PSICANALÍTICO DO RIO DE JANEIRO
Rua David Campista, 170, Botafogo
22261-010 – Rio de Janeiro – RJ
Tel.: 21-2286-6922 / 21-2286-6812
E-mail: biblio@cprj.com.br

💙SERVIÇO DE PSICOLOGIA APLICADA – SANTA ÚRSULA
Os interessados devem dirigir-se ao Prédio I, 4º andar para preenchimento de ficha de inscrição referente ao serviço desejado, na Rua Fernando Ferrari, 75, Botafogo.
Horário de funcionamento: De segunda à sexta-feira, de 13:00 às 18:00h.
Contato: 21 994119681

💙PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO
Rua Marquês de São Vicente, 225, Gávea
22453-900 – Rio de Janeiro – RJ
Tel.: 21-3114-1001 / 21-021-529-93
E-mail: webmaste@rdc.puc-rio.br

INSTITUTO DE PSICOLOGIA FENOMENOLÓGICA EXISTENCIAL DO RJ
Rua Barão de Pirassununga, 62 Tijuca
Tels: 2268-9907 ou 2208-6473
A primeira sessão custa R$70,00 e as demais deverão ser combinadas com o terapeuta. Todos os terapeutas são profissionais de Psicologia, não havendo a possibilidade de atendimento com estagiários.

SERVIÇO DE PSICOLOGIA APLICADA – UERJ
Rua São Francisco Xavier, 524 – 10° andar – Maracanã/RJ
Telefones: 2334-0033 e 2334-0688
Inscrição todos os meses, exceto em férias e greve.
Comparecer à secretaria das 8:30h às 20:30h, fazer a inscrição e aguardar contato. O atendimento é realizado somente por estagiários e o valor a ser cobrado é de acordo com a renda familiar. Até 01 salário mínimo o serviço não é cobrado. Para quem recebe acima do salário mínimo, o valor cobrado é de R$1,50 a R$20,00, por mês. Há atendimento individual (crianças e adultos), casal e em grupo.

RODA DE TERAPIA COMUNITÁRIA
Rua Álvaro Borgerth, 27 Botafogo – Tel: 2197-1500
(Entre a Rua da Matriz e Rua Real Grandeza)
A Roda de Terapia Comunitária é um espaço de conversa, de escuta e de partilha de sentimentos e experiências de vida, que possibilita a mobilização dos recursos e competências das pessoas através da ação terapêutica do próprio grupo.
As rodas acontecem as quartas-feiras, das 17h00 às 18h30min.
O grupo é aberto ao público e gratuito. Não há necessidade de fazer inscrição e não há compromisso de continuidade. É só chegar e participar.

UNIPSICO
Av. Nossa Senhora de Copacabana, 195 s/916, Copacabana
22020-002 – Rio de Janeiro – RJ
Tel.: 21-2543-0111 / 21-2244-3712
E-mail: unipsico@ism.com.br

NÚCLEO DE PSICOLOGIA APLICADA – UNIVERSO
Interessados em tratamento gratuito para dificuldade de aprendizagem, problemas emocionais, pânico, fobia, depressão, entre outros podem fazer inscrição no setor de Psicologia.

 

São Paulo

 

USP- O Instituto de psiquiatria da USP disponilibiliza atendimento. Nesse link é possível encontrar os endereços de e-mail para diversos tipos de tratamento : http://jornal.usp.br/universidade/extensao/instituto-de-psiquiatria-oferece-vagas-para-pacientes-voluntarios/

 

 

 

A intenção é continuar atualizando esta lista com a ajuda de vocês. Obrigada!

 

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O primeiro amor

 

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“Se você não se ama, como vai poder amar outra pessoa?”

 

Eu cuido de mim
Eu cuido de mim quando me escuto
E compreendo minhas necessidades
Cuido de mim quando me recolho em silêncio
Pareço trancada, mas tô me livrando das verdadeiras grades
Cuido de mim na frente do espelho
Massageando minha pele
Cuido mais ainda quando eu mesma massageio meu ego
Cuido de mim quando entendo que não tive culpa
E tento ficar em paz com meu passado

Cuido de mim quando tento não me cobrar

Nem tampouco me exigir perfeição

Inspiro e respiro: “me permito errar”

Respiro: “me permito não saber, me permito não opinar”

Cuido de mim quando digo que “não vou”, “não posso”

E entendo que o mundo me faz me sentir mal por estar perdendo algo lá fora

Mas que tá tudo bem: “hoje eu quero ficar aqui”

Vou curtir minha companhia

Cuido mais ainda quando me elogio

Quando olho com carinho para um feito meu

Quando tento dar mais valor aos meus avanços

E valorizo o trajeto, não só a chegada

Cuido de mim quando me defendo
E não deixo fazerem e falarem o que quiserem de mim
Cuido de mim quando digo “não”
Cuido de mim compreendendo meus limites
Cuido de mim porque sou meu templo
Cuido de mim porque sou meu lar
Egoísmo em se cuidar não há
Não poderei amar você
Se eu primeiro não me amar

 

Bruna de Paula

 

 

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“Eles correram de mim”

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Imagem retirada em site de busca. Para solicitar exclusão ou informar autoria, envie-nos um comentário.

 

 

Foi na semana do aniversário dele. Meu irmão chegou em casa e disse:

– Acabaram de correr de mim na passarela. A menina comentou com o rapaz que a acompanhava: “O que ele vai levar? Só tenho aqui uma sandália e meu uniforme…”

Ele estava em frente a sua própria casa, caminhando pra chegar em casa. Estava de noite. Ele é negro. Ele é ameaça.

Na hora uma dor terrível dominou meu coração e meu corpo. Eu vi que os olhos dele estavam sem brilho. Doeu. Mas a gente fez piada. A gente também tem medo de subir a passarela e brincou: tá vendo, a gente fica com medo a toa…

A gente não tem medo a toa…

A gente tem medo porque também tá vulnerável

Só que a gente não tem medo só do assaltante

A gente tem medo de quem sente medo da gente

A gente tem medo de quem pode confundir a gente com o bandido

A gente tem medo que essa pessoa tenha poder institucional pra nos matar

A gente tem medo…

E eu cansei de sentir medo

Cansei de me sentir aflita e dizer para meu irmão:

-Não esquece o documento!

Cansei de dizer ao meu companheiro:

– Já é noite, melhor ir sem o boné…

Cansei de me camuflar e de ensinarem os meus a fazerem isso como forma de sobrevivência

Tem dias que gostaria de pensar mais na minha existência, do que na minha resistência.

 

 

 

E se o “lacre” acabar?

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Foto retirada em site de busca. Para solicitar exclusão ou direitos autorais nos envie uma mensagem.

Você vai saber identificar quando o racismo se manifestar?

Você vai saber acolher quando uma mana denunciar?

Você vai sorrir pra negra na rua que não está de black power e batom verde?

Você vai ter pra quem pedir socorro na hora que as dores causadas pelo racismo sua alma sangrar?

Mana, o que você vai fazer na hora que o “lacre” acabar?

A luta por espaço e reconhecimento deve ser contínua

Mas é necessário autoreflexão

É necessário autocrítica

Mana, nossa luta vai além de divar

Não reconheço em mim alguém que seja contrária ao ato de lacrar

Mas eu quero saber, além da nossa aparência o que mais irá nos conectar?

A gente está organizado o suficiente pra se apoiar?

Mana, o que vai ser de nós quando o lacre acabar?

 

ps. esse post é uma reflexão, um momento auto avaliação e auto crítica.

Quando resistir é preciso, sonhar é privilégio

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Foto retirada em site de busca. Para solicitar exclusão ou direitos autorais nos envie uma mensagem.

Qual o seu sonho?

Quando nós somos crianças, é muito comum ouvir essa pergunta e geralmente temos respostas na ponta da língua. Na vida adulta não nos é perguntado tanto o que sonhamos, perguntam sobre nossas metas para o futuro e diferente dos sonhos, as metas tem um processo definido e um tempo determinado para serem alcançadas.

Eu me lembro de ter sido uma criança e uma adolescente que sabia muito bem falar o que queria da vida, me lembro que adorava me descrever, falar do que gostava, o que desejava, sobre quem eu era. Percebi durante os últimos tempos na terapia que passei a ter muita dificuldade de hoje, com quase 25 anos, falar quem eu sou, o que me faz feliz, o que eu espero da vida. E passei a refletir sobre que motivos me levaram a isso…

Eu queria ser atriz, fiz teatro durante alguns anos na adolescência e se bem me lembro, eu era boa, gostava do que fazia e tinha certeza de que faria aquilo pra vida inteira. Mas aos 17 anos, eu estava no penúltimo ano do Ensino médio no Curso Normal (também conhecido curso de formação de professores) e a quantidade de trabalhos, estágios não me davam mais oportunidade de conciliar com minhas atividades com o grupo de teatro. E aí foi a primeira vez que eu resolvi mudar de sonho. Para lidar com aquela perda, eu internalizei outros sonhos, sonhos que estariam de acordo com minhas condições. Naquela época ainda não tínhamos ninguém na minha família formado na faculdade. Meu irmão era universitário na época, mas eu também tinha que correr atrás de ter uma formação. Quando foi chegando o vestibular, artes cênicas não era mais uma opção, eu já tinha compreendido que precisava cursar algo que me desse a oportunidade de uma estabilidade financeira, de ter segurança de um emprego público ou de uma carteira assinada, coisa que o teatro não podia me oferecer. Minha melhor amiga que começou no teatro junto comigo, vivia muita insegurança financeira, dependia de quantas apresentações conseguia vender no mês para garantir sua grana mensal. Então eu precisava optar por um caminho seguro, pensei nas disciplinas que gostava na escola, nas minhas habilidades e tentei vestibular para psicologia, que também era uma vontade antiga e para pedagogia, porque seria um curso que no futuro poderia me dar um emprego estável. Eu não tinha tempo para sonhar, o meu sonho se tornou: ter um diploma.

Quando entrei para a faculdade, conversando com outras meninas negras da minha turma, pude perceber que a grande maioria era as primeiras de sua família a estarem cursando uma faculdade. Apesar de não ser nada apaixonada pelo meu curso, eu segui em frente, coloquei na cabeça que eu deveria contrariar as estatísticas, já que tinha tido a oportunidade de anos a mais de instrução escolar que as outras mulheres da minha família.

Nos anos de graduação pude encontrar um novo amor, a escrita, sempre gostei muito de escrever, com 12 anos produzi um primeiro livro manuscrito, eu escrevia contos, poesias, mas durante a época da faculdade, comecei publicar as coisas que escrevia em um blog, escrevia sobre questão racial e sobre feminismo, os textos tinham uma boa aceitação, as pessoas compartilhavam, elogiavam e isso foi fazendo crescer em mim um novo sonho: ser escritora.

No último ano de faculdade, fui incentivada pela minha orientadora a tentar uma vaga no mestrado, o sonho de ser uma acadêmica foi acendido no meu peito. Fiquei pensando nos anos de faculdade, nas professoras que tive e lembrei que das efetivas, eu não tive uma que era negra. Então mais uma vez lá estava eu, pensando nas estatísticas e refletindo mais uma vez no meu individual que também era uma questão coletiva. Eu queria ,meu corpo negro frequentando a academia, eu me prometi que faria mestrado, doutorado, pós doutorado e eu seria uma professora universitária.

E aí aconteceu, eu passei para o mestrado e nada tem sido como eu sonhava. Eu tive um agravamento da minha ansiedade, episódios depressivos e o pior, perdi minha capacidade de escrita criativa. Me tornei extremamente insegura, parecia que existia uma voz que dizia todo momento: “Este lugar não te pertence”. Me sentia inadequada e os problemas com a orientadora só pioraram esse sentimento. Nada que eu escrevia estava bom, o que é compreensível, o texto estava em processo, mas eu não me sentia em um processo…Sentia como se eu não estivesse caminhando, eu não ouvia dela um: continue, você está avançando. Eu comecei a ter vergonha das coisas que escrevia, minha escrita acadêmica era ruim, logo, tudo era ruim. Parei de escrever poesias, parei de escrever meus textos de ativismo, parei de escrever status de facebook e parei. Fiquei totalmente paralisada. Esqueci como era fazer as coisas que me moviam. Minha vida passou a ter um só objetivo: terminar o mestrado, porque eu não tinha um plano B, eu já tinha desistido de todos os outros sonhos. Tornar o mestrado na única coisa da minha vida foi um grande erro, porque quando eu fracassava lá, eu me sentia fracassando na vida e isso foi me deixando vazia a ponto de esquecer quem eu era, o que eu sonhava, as coisas que me deixavam satisfeita…Também já não penso mais em doutorado e já não tenho mais sonhos para colocar no lugar desse.

Todos os meus planos depois da saída do teatro tinham a ver com minha sobrevivência, eu precisava alcançar outros patamares da sociedade, eu precisava agir estrategicamente, eu preciso suportar o momento terrível que está sendo o mestrado, sonhar é coisa que não sei mais fazer.Sonhar é privilégio de quem pode escolher os rumos que irá dar pra vida. O que tenho feito desde que entendi que eu tinha tanto para subverter, é resistir e tentar sobreviver.

E você? Qual seu sonho?

 

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